Alice no País das MaravilhasBonito de se ver, mas chato de se acompanhar. Esse é o resultado da versão de Tim Burton, que pode ser um colírio, mas é também um tremendo sonífero.
Tim Burton e a obra máxima de Lewis Carroll pareciam ter nascido um para o outro. O visual, ao mesmo tempo assustador, sombrio e encantador que Burton imprime a seus filmes, e o espírito anárquico e assombroso das aventuras de “Alice no País das Maravilhas” e “Alice Através do Espelho” tinham o potencial de render um filme que conquistaria os corações de multidões. Mas não foi bem assim.
O visual da fita realmente é o que rouba a cena a cada momento. Cenografia, figurino, a própria direção de arte, efeitos especiais são absolutamente perfeitos, com o senso estético de Burton e sua equipe realmente capturando o tom certo para retratar esse mundo fantasioso.
A própria fotografia do longa, comandada por Dariusz Wolski, é impecável, se adaptando a cada um dos ambientes da produção de modo diverso e imaginativo. As cópias 3D acabam por tornar ainda mais efetivos tais acertos visuais, envolvendo o público nesses elementos plásticos fascinantes.
É uma pena que não haja uma imersão emocional do público na fita, que passa morosa e sem conflitos. Isso se reflete na montagem excessivamente lenta de Chris Lebenzon, amplificando o tédio do público. Restou para Danny Elfman, um dos colaboradores mais antigos de Burton, a missão de tentar colocar alguma emoção no filme por meio da trilha sonora, mas era tarde demais. É uma pena que um dos longas mais esperados do ano tenha se convertido em uma das grandes decepções de 2010. Bonitinho, mas ordinária.
É uma pena que não haja uma imersão emocional do público na fita, que passa morosa e sem conflitos. Isso se reflete na montagem excessivamente lenta de Chris Lebenzon, amplificando o tédio do público. Restou para Danny Elfman, um dos colaboradores mais antigos de Burton, a missão de tentar colocar alguma emoção no filme por meio da trilha sonora, mas era tarde demais. É uma pena que um dos longas mais esperados do ano tenha se convertido em uma das grandes decepções de 2010. Bonitinho, mas ordinária.
Nossa, excelente crítica! Mas eu como fã de Tim Burton não posso deixar de defender o lado dele: com certeza o diretor foi pressionado a usar um roteiro no estilo "Disney" por estar trabalhando com essa produtora. Nos demais filmes dele ele possuia muito mais liberdade de ação, acredito.
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